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27 julho, 2011

Quindim, uma doce surpresa em nossas vidas!

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Em setembro de 2010, meu marido e eu achamos um gatinho abandonado e decidimos adota-lo. Ele era simplesmente um amor, foi batizado de Bigode, pois tinha os maiores bigodes que eu já tinha visto. Levamos ele paa casa, mas depois de um tempo, percebemos que ele estava muito sozinho, pois trabalhamos o dia. Pensamos então em adotar outro gatinho para fazer companhia a ele.

Desde o início, queríamos adotar algum gatinho de abrigo, pois gostaríamos de ajudar uma vidinha. Entrei em contato com a veterinária do Bigode e ela me deu a indicação do Augusto Abrigo. No mesmo dia liguei para Alessandra, uma das voluntárias no abrigo, e contei minha história. Ela me mandou fotos de alguns gatinhos e fiquei encanta!!! Queria adotar a todos, mas como meu apartamento é pequeno, só tinha local para mais um. Optamos pelo gatinho amarelo e branco apelidado de “amarelinho carente”. Fomos buscá-lo no dia seguinte! Ele era de fato muito fofo e tão pequeno!!! Estava precisando mesmo de amor e atenção!!! Ele era um docinho, então o batizamos de Quindim!

Levei ele direto para o veterinário, para um check up e vacinas. Ele chegou com uma diarréia bastante severa, mas cuidamos dele com muito amor. Em poucas semanas, com amor e carinho, o Quindim já havia dobrado de peso!!! E se tornou um gatinho muito carinhoso e sapeca. Ele adora brincar! Mesmo quando não tem nada de interessante para fazer, ele inventa! É um amor! Assim que ele entrou em casa o Bigode ficou super feliz. Foi realmente amor à primeira vista. Em pouco tempo já eram melhores amigos. Brincam juntos e se lambem o tempo todo. É a maior fuzaca! Minha casa nunca foi tão animada. É uma delícia chegar em casa e brincar com essa turminha!

Quando decidimos dar o nome dele de Quindim, não imaginávamos o quão dócil, carinhoso e amoroso ele seria. Ele adora pular no nosso colo para receber carinho. Nos dias de frio, assim que eu pego o edredom ele se anima todo. Pula no sofá antes de mim para se aninhar comigo embaixo das cobertas. E ronrona que é um amor!!!

Quando adotamos o Bigode e o Quindim, pensávamos que estávamos fazendo um bem a eles; mas a verdade é que são eles que nos fizeram bem. Hoje não consigo imaginar minha vida sem o amor e o carinho desses dois gatinhos sapecas. Eles trouxeram mais sentido a nossas vidas!!!

Eles tem dormido na nossa cama todos os dias e (com frequência) nos acorda "amassando pãozinho" e ronronado! Muito carinhoso! Ele foi realmente uma bênção em nossas vidas. Sou grada todos os dias ao Augusto Abrigo por ter colocado o Quindim em nossas vidas!

Obrigada Augusto Abrigo por te adoçado nossas vidas com o Quindim!

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Carolina e Bruno Duarte são casados e formam uma família linda com os dois “bebês-gatos” da casa: Quindim de 9 meses, adotado com 3 meses, e Bigode de 11 meses, adotado com 1 mês. Os filhos ainda não vieram, mas em breve serão encomendados. Esperam poder adotar outros gatinhos e cachorrinhos quando mudarem para uma casa maior, pois sabem que a alegria e amor que eles nos trazem são muito superiores ao carinho e amor que damos em troca.

Angélica Bessa

08 julho, 2011

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz…

Todos os Direitos Reservados  Foto de Angelica Bessa Lei 9610 de 1998 angelicabessa@augustoabrigo.org
Meu nome é Serena. Eu sofri abusos de alguns seres humanos. Passei fome, passei frio, senti medo, fui chutada, fui encurralada, apanhei, vivia assustada.

O Augusto Abrigo me acolheu há mais ou menos um ano. Nos primeiros dias, fiquei internada em uma clínica para recuperar-me do que havia acontecido, quando eu estava melhor fiz uma cirurgia de castração. Depois fui para meu novo lar e lá encontrei amor, carinho, paz. Lá a gente esquece que sofreu e lá eu encontrei minha mãe. Ela é voluntária.

Quando nos vimos, nossos olhares não viram mais nada além de uma a outra. Eu corri para seu abraço e lambi muito seu rosto. Não pensei em nada, apenas em chegar perto dela. Ela disse que seu coração esquentou e abriu-se em flor.

Depois disso nada nos separou. Mamãe diz que ela foi resgatada por mim. Hoje eu tenho uma Irmã canina, a Berkana uma beagle linda, um Irmão humano, um Papai humano e minha Mamãe humana.

As vezes estou dormindo e acordo com minha mãe me olhando. Outras vezes minha irmã Berkana vem e deita pertinho de mim, principalmente nesse tempo frio. Meu pai fica entre eu e a Berkana na cama assistindo televisão no quarto. Meu irmão humano, Gabriel, dome comigo depois do almoço. Tenho uma caminha bem gostosinha que fica no quarto dos meus pais, igual a da Berka. A dela fica de frente para meu Pai, eles se amam muito, a minha fica de frente para minha mãe, nós todos nos amamos muito.

Eu vim hoje depois de um ano, latir para vocês que estou muito feliz, que se não fosse o socorro que eu tive, poderia ainda estar em baixo de carros e caminhões tentando dormir, poderia ter sido atropelada e estar paraplégica como alguns dos meus irmãos caninos e felinos estão no Augusto, poderia ainda estar sofrendo aqueles abusos que me doíam o corpo e a alma.

Vim também fazer um apelo a vocês:
  • Castre suas fêmeas, se elas reproduzirem e você não puder ficar com os filhotes, talvez tenha vontade de largá-los em algum lugar, e isso não será justo nem com a sua fêmea, nem com os filhotes dela.
  • Castre seus machos para que eles não saiam atrás de fêmeas que ainda não foram castradas e se percam de suas famílias, e com isso acabe fazendo parte estatística cruel da posse irresponsável.
  • Leve-os ao veterinário, mantenha suas vacinas em dia, deixe sempre água potável disponível, não deixe faltar comida para eles.
  • Identifique seu animal de estimação. Pode ser na coleira, ou em uma plaquinha, pode ser apenas com seu telefone. Creia, as pessoas na redondeza de sua residência, vão perceber que seu animal está perdido e tem dono, pois ainda não está machucado, sujo, mancando e ligarão para você. Quando já estamos sujos, feios, maltratados nossa chance diminui, as pessoas tem medo de aproximar-se de nós. Identificar seu animal faz parte da cartilha da posse responsável.
  • Preste socorro a um animal ferido, no final as coisas se ajustam, talvez esse animal complete sua família, assim como completei a minha.
Ser abandonada foi muito triste e se não existissem os abrigos, os protetores, os protetores independentes, o que teria sido de mim? Eu poderia estar morta. Mas eu não estou. Estou aqui te dando meu depoimento de felicidade de alegria por ter tido uma segunda chance dada pelo Augusto Abrigo.

Olhe em meus olhos, sinta o que eles estão te dizendo. Pense.
Familia Todos os Direitos Reservados  Foto de Angelica Bessa Lei 9610 de 1998 angelicabessa@augustoabrigo.org


Serena Bessa e Angélica Bessa

09 maio, 2011

Futuros Protetores


Este vídeo merece ser visto sem edição...

Se há algum chamado que nos mobiliza, é chamado de crianças.

Em primeiro lugar, porque na maioria das vezes eles sofrem mais com a novidade de ver um animal em apuros, são pequenos e tem a mente livre de tantas coisas que nós adultos já nos deparamos várias vezes.

Em segundo lugar é que cada criança que nos procura, é uma oportunidade de podermos ensinar sobre guarda responsável, falar sobre a importância do respeito aos animais e de alguma forma ensiná-los que o respeito aos animais é fundamental.

Além de tudo isso, não dá para decepcionar crianças quando estas estão fazendo movimento que muitos adultos não fazem, que é o de tentar salvar uma vida, por menorzinha que ela seja.

Quando cheguei a gatinha estava dentro de um motor de um carro. Deu um certo trabalhinho, principalmente porque a plateia de crianças estava atenta. A gatinha  logo foi adotada, e agora tem o nome de Zilu. Está muito feliz e a família que adotou também.

Então fica para vocês um vídeo bem legal, para começarmos a semana com um astral de esperança e alegria de ver essa criançada fazendo o que é certo.
AbrigoAcima fotos da Ana que adotou a Zilu, das crianças que nos chamaram e da visita sempre fazemos após adoções, para ver se a gatinha estava já se habituando ao novo lar e principalmente da Ziluzinha…

Angélica Bessa

12 abril, 2011

Miguel em Cães Especiais

Miguel

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Sim, eu acredito em anjo

Leide Silva
Certo dia recebi um convite de uma pessoa a qual eu nunca poderia negar:  Eliane Zanetti. Ela me chamou junto com algumas pessoas para acompanhá-la em uma visita a um abrigo que ela foi convidada a conhecer. Fizemos uma longa viagem e enfim chegamos a um lugar que me remetia às imagens que tenho sobre campos de concentração, sim aqueles mesmo da 2ª Grande Guerra, só que no lugar dos humanos tínhamos não – humanos.
Lembro que demorei algum tempo para retirar das minhas narinas aquele odor de “morte” pois ali, bem perto de mim, existiam animais em decomposição que por algum motivo não tiveram seus corpinhos sepultados. Procurei um esforço sobre humano em tirar tudo aquilo da minha cabeça e me concentrar no que tinha proposto-me a fazer. Com um balde dágua, rodo, vassoura, sabão comecei a limpar. Estava tudo tão sujo...e em meio a faxina não conseguia parar de pensar: Meu Deus! O que essas criaturinhas fizeram para estarem assim.. Estavam todos famintos, com frio, sujos, com sede, amedrontados.
Com o choro engasgado resolvi limpar uma velha casa pois sabia que lá tinha uma mãezinha amamentando. Limpei um quarto e a deixei com seus filhinhos lá. Quando fui para um outro cômodo vi uma coisinha bem pequena e com os olhos arregalados me olhando. Tentei me abaixar para vê-lo melhor e ele esboçou que não estava muito para brincadeiras. Foi se arrastando para o canto do quarto e ali ficou sentadinho me olhando. Eu nunca tinha visto um animalzinho paralítico e confesso que parecia que eu tinha levado uma facada no peito.
Queria pegá-lo no meu colo, abraçá-lo, beijá-lo e dizer que estava tudo bem! Queria dizer a ele que estava muito feliz em conhecê-lo e que ele tinha despertado algo muito forte em mim! Hoje eu sei e sempre falo que aquilo tudo foi amor a 1ª vista. Corri para buscar algo para ele comer pois como os demais eu sabia que ele estava com muita fome. Lembro que na hora encontrei apenas ração para gatos e o meu pequeno, muito desconfiado, comeu tudo o que tinha nas minhas mãos. Aproveitei que estava ganhando a confiança dele e busquei mais ração e ele devorou tudo ferozmente. Lembrei que tinha que dar água também! A essa altura eu já estava tão feliz por ele estar, do jeitinho dele, retribuindo meus cuidados.
2011-04-13
Chamei a Eliane para conhecê-lo. Ele não deixava ninguém chegar perto dele com apenas eu. Não parava de ir ver como ele estava, queria estar sempre segura de que ele estava bem. Depois de muito trabalho e conversas resolvemos ir embora.
Estava anoitecendo e buscaram meu “pequeno” da casa e o colocaram numa espécie de tanque de cimento quadricular, colocaram jornais e ele lá dentro. Eu olhava tudo aquilo aflita demais para poder falar qualquer coisa, porém quando colocaram uma grade por cima do tal tanque ( isso mesmo, ele ficava enjaulado) eu falei: Ele vai ficar ai! Responderam que era para a segurança dele. Fui ao inferno e voltei em questão de segundos...Como ele ficaria...ele sentiria frio, medo da escuridão....não! Ele não deveria e não merecia ficar ali! Atordoada fui para casa e aquela carinha triste e aqueles olhos assustados não saiam da minha mente. Peguei o telefone, em meio a lágrimas, falei com a Eliane : “traga-o para mim”! Eliane, sensitiva como só ela respondeu-me: “Eu já sabia.”
Meu filho chegou muito cabisbaixo e tivemos que ter a maior paciência do mundo para mostrá-lo que ainda é possível confiar em alguém. No começo eu tinha medo até de tocá-lo e acabar machucando-o. Devorei tudo o que encontrava sobre cães com necessidades especiais e, com orientações e ajuda da Eliane, hoje digo com toda certeza, que sei até o que meu filho pensa. Isso não é mérito apenas meu não. Toda a minha família recebeu meu filhinho de braços abertos e hoje todos sabemos o que ele quer, entendemos todos os sinais transmitidos por ele.
O nome dado a essa criatura linda que mudou totalmente a minha vida não poderia ser outro : Miguel. Miguel é tudo aquilo que eu sonhava. É a criatura mais amável que já conheço. Ele retribui todo o amor que temos por ele. As vezes acho que o sufoco com tanto amor. O Miguel sofreu um atropelamento e ficou com sequelas na coluna mas isso não lhe retira o direito de continuar a vida. Ele quer viver sim e é muitooo feliz, eu tenho certeza disso. No começo todos diziam que eu teria muito trabalho, que não faria mais nada da minha vida pois teria que cuidar do Miguel e tal...quanto absurdo! Claro que ele precisa de cuidados como por exemplo o tipo do piso pois pode ferir suas perninhas, porém no mais o Miguel não nos dar trabalho algum, tem uma saúde de ferro, come, bebe sozinho e “corre” por toda a casa e pelo nosso quintal. Late que nem gente grande quando alguém chama no portão e com o auxílio de sua cadeirinha bate as ruas da cidade toda. Aiiii como sou grata por ser a escolhida para ser tão amada. Como é bom acordar e saber que ele tá aqui esperando por mim( dorme no meu quarto em sua caminha), ou ainda acordar ouvindo os roncos dele debaixo da minha cama depois de um dia de muita farra.Amigos, um animalzinho “especial” não é um bicho de sete cabeças não! Muito pelo contrário. Eles precisam e merecem um lar para terem mais liberdade e cuidados. O preconceito pode privar a pessoa de sua maior felicidade. Não julguem ninguém por sua aparência ou limitações, se eu o tivesse feito não teria descoberto o verdadeiro significado do amor, da amizade, da lealdade e do companheirismo.
O Miguel é nossa alegria! Meu filho não se preocupa como está minha conta bancária e nem se to de TPM, ele apenas se preocupa se estou bem de espírito se estou feliz, e ele sabe muito bem que é o grande motivo da minha alegria da minha felicidade. Abro um largo sorriso apenas de ver as fotos dele no meu celular e torço para o dia passar depressa para vê-lo e abraçá-lo. Não é atoa que o apelido dele aqui em casa é : Vida, príncipe, razão de viver....rsrsrsr.
Adotem um animal especial e tornem-se especiais para eles também. Estarei a disposição de todos para ajudar nos cuidados nas dúvidas que surgirem. Não deixem o preconceito cegar os olhos para o amor.
Hoje eu digo com todas as letras : EU ACREDITO EM ANJO. EU ACREDITO EM MIGUEL...
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Leide Silva é estudante de Direito, protetora independente e mãe do Miguel.
Obrigada Leide pelo seu carinhoso depoimento, o Augusto Abrigo deseja a você e a Miguel, paz, harmonia e felicidade.

Angélica Bessa





Licença Creative Commons

08 abril, 2011

RAÇÃO URGENTE – SE NÃO PUDER LEVAR A RAÇÃO DOE EM NOSSA CONTA BANCÁRIA, QUALQUER VALOR NOS AJUDA. EM NOSSO SITE DOE PELO PAG SEGURO.

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16 março, 2011

Somos insanos? E você?

 
 
Barão e Chuck, agora com sua nova família
 

Determinados depoimentos me fazem refletir o quanto o caminho é extenso, mas fica para traz logo que escolhemos dar o primeiro passo rumo à caminhada que envolve os cuidados, as necessidades e os perigos de dar assistência aos animais vítimas de abandono. 

Para aqueles que não conhecem e não sabem a historia toda do Abrigo, que leva o nome do pai de Eliane, Augusto, este Abrigo começou como lar temporário para alguns protetores. Tornou-se Abrigo pela inexistência de lares definitivos para os que são desprovidos de beleza física, não são jovens, peludinhos, são deformados e vitimas de maus tratos. Não é uma empreitada fácil, nem de longe. 

As selvagerias que assistimos diariamente são incontáveis para aqueles que fazem a proteção nos bastidores. Reservar parte de sua vida contra isso é abdicar de muitas coisas: mudar hábitos alimentares (consumir carne de toda a espécie), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas e touradas), hábitos de consumo (roupas e sapatos de origem animal.). É abdicar da companhia de alguns amigos e familiares, de alguma diversão, de alguma compra que é supérflua diante da necessidade dos animais. É abdicar da sensibilidade de "não poder ver isto ou aquilo”, ou “não posso ver se não eu choro”, “ou não exponha essas imagens fortes”, ou “animais fofinhos chamam mais a atenção”, como muitas vezes ouvimos e lemos em depoimentos deixados aqui. 

Dizem que a tendência de nos rebelarmos contra os seres humanos ou de a abafar a confiança neste, é o primeiro passo para a insanidade. Pode ser, gostaria de um parecer psiquiátrico sobre isso, não de reflexões especulativas.

Eu gostaria mesmo é de ver alguém que lida com a crueldade imposta aos animais diariamente, em um dos seus mais altos níveis, continuar confiando e amando a raça humana:como quem retira de uma lata de lixo filhotes lindos de gatos; quem pega um cão vivo atropelado e abandonado no acostamento; quem extrai 423 larvas da orelha de um Poodle por este ter sido abandonado por seu dono; quem acolhe animais rejeitados na rua por serem idosos; quem recebe uma cadela com sua vagina e anus quintuplicados de tamanho por ter sido estuprada dias e dias por um homem; quem acolhe um cão de grande porte que foi encontrado abandonado ensanguentado, quase morto, sem olhos, sem pedaço da boca ou do nariz simplesmente por ter sido o perdedor da rinha que alguns humanos assistiam e apostavam; quem remove uma faca do ventre de uma cadela prenhe; quem retira filhotes vivos de uma mãezinha prenhe já morta por ter sido agredida a chutes e pauladas. Não será tarefa fácil!

Alguma anormalidade nós temos, pois dia-a-dia continuamos nesta batalha que não termina no fim do dia, quando apagamos a luz, e não começa apenas quando o sol chega para iluminar a escuridão. É constante. No exato dia que doamos um animal para uma família, aparece outro espancado por um ser humano. No dia que nos alegramos, pois tivemos visitas e um mutirão de ajuda, chega um Dog Alemão de 14 anos, que só movimenta o pescoço, cheio de parasitas pelo corpo e um cão de grande porte com metade do focinho arrancado. Certamente não foi de um modo carinhoso.

Quem quiser, pode fazer o teste passando uns dias em nosso Augusto Abrigo e depois ao sair de lá, voltar para o seu lar, pregando o amor e a fraternidade a toda a humanidade. Vai nos fazer um benefício, pois necessitamos de pessoas assim no mundo de hoje, mas acredito não sermos nós a desempenhar essa bela empreitada. 

Muitos indivíduos mundialmente populares há milhares de anos, foram incinerados vivos, apedrejados em praça pública, crucificados, degredados, perseguidos, pois eram considerados insanos por seus atos, pesquisas e opiniões. Até recentemente, os abolicionistas da escravatura foram considerados loucos e foram caçados. Todos eles hoje são exemplos adotados. Meramente por que saíram de suas zonas de conforto e foram em busca do que consideravam o apropriado a ser feito: deram a cara a tapa, tiraram as máscaras, assumiram seus ideais. 

No Augusto chegam atos de insanidade contra animais e não podemos fazer absolutamente nada contra essas pessoas, não temos a quem recorrer. Poderíamos ir à delegacia, fazer um BO (Boletim de Ocorrência) e esperar que o Estado exercesse sua tutela constitucional? Já fizemos.

Ouvimos na própria delegacia, com o notável pesar de quem nos ouviu, que haviam assuntos mais graves a serem identificados e eram prioritários, e não sobre alguém que espancou, estuprou, esfaqueou, um cão ou um gato. Oras, esses verbos também são aplicados de pessoas para pessoas, mas nós, que tentamos de alguma forma, certa ou errada, auxiliar esses animais é que somos taxados de insanos. 

A insanidade paira a nossa volta. E mesmo sendo insanos no conceito de alguns, conseguimos também sermos pessoas iguais a você. Estudamos, trabalhamos, temos família, temos filhos, pais e mães idosos, temos cães e gatos em nossos lares. E assim, nossa insanidade principia quando saímos de nossos lares, da companhia de nossa família para ir em busca de nosso sonho de ver um mundo melhor para alguns animais. Outros taxados de insanos cuidam de idosos em asilo no fim de semana; outros passam o domingo no SOS do Hospital de Base como voluntários na ala dos queimados, ou dos acidentados; outros em Abrigos de crianças abandonadas, acabam por adotar crianças assim como nós adotamos cães e gatos; alguns vão às penitenciárias ensinar a “Palavra de Deus”; outros são médicos, professores e músicos voluntários nas mais diversas frentes de trabalho; outros deixam seus lares e viajam dias para dedicar-se a cuidar de seus semelhantes que sobreviveram às guerras e acidentes da natureza em outros países, estados e cidades. 

Nossa insanidade começa quando você percebe que não é capaz de fazer o mesmo,  e o máximo que vai conseguir é criticar nosso trabalho e nossa dedicação. 

Abrigos de animais não são a solução, não resolverão os problemas de superpopulação, abandono, descaso, maus tratos, sabemos. A solução é você castrar o seu animal, não abandoná-lo quando ele ficar idoso.  A solução são políticas públicas para sancionar e punir a violência contra os animais. Políticas públicas que promovam a educação nas escolas para que as crianças e jovens  entendam que um animal sente frio, fome e medo. Animal não é brinquedo, tão pouco saco de pancada!

Sabemos que nossa dedicação, nosso empenho, nosso investimento financeiro não trarão recompensa financeira, mas trarão emoções fortes, alegrias incondicionais, sorrisos jamais vividos, e prazer de ver que de grão em grão realizamos o trabalho a que decidimos nos dedicar. O vídeo acima mostra tudo isso. 

Como tudo na vida, no Augusto temos altos e baixos, temos nossos limites e nele estamos nos mantendo, colocamos metas e nelas estamos centrados, não sei se de maneira certa ou errada, mas estamos nos cercando de pessoas que estão de corpo e alma envolvidas no "Projeto Augusto". 

O Augusto Abrigo também abriga  Animais humanos que, como nós, querem amparar Animais não humanos, ainda que seja apenas para os poucos mais de 500 que estão sob nossa guarda. Eliane Zanetti não centra tudo em si, ela espalha sementes. 

Se isso é ser insano e desequilibrado emocionalmente, então somos. 

Angélica Bessa

24 fevereiro, 2011

Esperança

max As marcas brancas é a babinha de tanto chorar e uivar.

Após passar alguns meses acompanhando o trabalho desenvolvido pela Eliane Zanetti no Augusto Abrigo, comecei a ver de perto o que o ser humano é capaz de fazer com a sua racionalidade em relação aos animais.

Eu vi cães que eram mantidos em lugares anti-higiênicos ou que lhes iimpediam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privassem de ar ou luz.

Eu vi cães abandonados por estarem doentes, idosos, feridos, mutilados. Vi cães espancados, golpeados e os que eram de rinhas. Vi cão dependente de álcool.

Vi a animais “perdidos”, mortos por atropelamento, mortos por abandono, atropelados sem socorro gerando perda de locomoção, vi pessoas que deixam de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária.

O ser humano abusa sexualmente cães fêmeas e machos e na maioria das vezes depois de abusarem e abusarem enforcam o animal, mata a paulada, ou os deixam vagando, sentindo dores, perambulando pelas ruas. O ser humano consegue colocar ponta de cigarro acesa no olho de seu gato para saber como é o grito de dor do animal.

Vi chegarem filhotes de gatos encontrados por lixeiros dentro dos containers. Vi chegarem filhotes de proprietários que deixam suas fêmeas procriarem e lhe tiram os filhotes para jogá-los no lixo, apenas por que supõem que o animal precisa de cruzar.

Com o passar do tempo a gente pensa que já se acostumou com a maldade e a falta de zelo, engano.
Ontem chegou o Max que é esse cão da fotografia, e está hoje com dois anos de idade. Ele ele chegou aqui filhote abandonado, foi adotado e devolvido por que o adotante, para nossa surpresa, trouxe o cão de volta dizendo comprou um cão de raça, e já não precisa mais de um vira-lata.

A revolta que sentimos é muito grande, e mais revoltante ainda é termos que pensar que temos que ficar felizes por que ele poderia ter sido largado na rua, e pior seria se encontrássemos o Max vagando com fome, sendo chutado, apedrejado, ou então em um acostamento com o corpo endurecido e uma mancha de sangue em volta de seu corpinho em estado de decomposição.

Nós hoje temos que ficar felizes,  o Max foi devolvido.

E o Max? O Max está nervoso, chorando, andando de um lado para outro, em outros momentos apático, triste, não nos deixa aproximar dele, não se aproxima de outros cães.

E mesmo assim, temos que ficar felizes, pois o Max foi devolvido.

Esses dias recebi um daqueles e-mails com frases engraçadas, mas uma me chamou a atenção:
“A esperança é a penúltima que morre, depois morre todo o resto”. (autor desconhecido).
Angélica Bessa

07 fevereiro, 2011

Trovão

Ele chegou em um dia de muita chuva, por isso o nome Trovão. Mas saiu em um dia ensolarado, junto com a Marissol. Só podia ser…

Ela já nos ligou e informou que o Médico Veterinário analisou o caso e diagnosticou que Trovão tem 10% de chance de se recuperar com uma cirurgia.

Ela vai submetê-lo a cirurgia. Vamos todos pensar positivo para Trovão voltar a andar e correr.

Obrigada Marissol.
Angélica Bessa

15 novembro, 2010

Lira e Dudu

 
Na casa da tia Alê 27-02-10 (13)
Lira quando chegou
Lira, chegou no Augusto no final de fevereiro. Estava com menos de 1 mês e foi a primeira ninhada que a Alessandra pegou da Eliane. Ainda não havia gatil, e a ninhada dela havia chegado lá com rinotraqueite muito forte e foi piorando, pois os gatinhos maiores não deixavam os pequenos comerem. Foi então que começou a filial do gatil do Augusto Abrigo. Alessandra dá apoio ao Augusto, como voluntária cuidando dos gatinhos mais debilitados que precisam de cuidados como em uma UTI.
Alessandra, passava por uma rua movimentada chegando perto de sua casa, com os vidros do carro fechados, quando seu ouvido biônico, captou um miado…
Ela voltou. Parou o carro. E lá estava Dudu, no meio do mato, implorando para ser resgatado, provavelmente sabia que a Tia Alê ia passar por ali, e sabia que ela tem o ouvidinho dela sintonizado com miados. As coisas no uiverso animal são mesmo assim.
Alêssandra como uma boa amante de gatos não teve como ignorar aquele chorinho e acolheu Dudu. Deu banho, deixou ele fofo e mal teve tempo de fazer fotos dele, pois ele foi adotado no dia seguinte junto com a Lira.
Lira e Dudu agora tem uma família vão viver juntinhos e certamente irão fazer o lar de Cristina e sua família mais feliz.
Lira e Dudu com sua nova família
dudu
Dudu em sua nova casa!!!

08 novembro, 2010

Piratinha


Piratinha deprimidinho, tristinho. Mal sabia que a família dele já estava chegando para buscá-lo.
Hoje inauguramos nossa página de adotados com um dos nossos anjos queridos que é o Piratinha.
Piratinha é um cão amado e muito querido por todos nós do Augusto, chegou aqui filhote, teve alguns probleminhas de saúde habituais de filhotes que estão sem mãezinha, probleminha de pele, tosse e gripe.
Um dia foi adotado. Passou 40 dias em uma casa nova, tinha tudo do bom e do melhor, dormia na cama com o filho da adotante, viveu como um rei, como alguém que ganha na loteria. Mas perdeu tudo. A adotante devolveu Piratinha,  pois ele como todo filhote, mordia coisas como chinelo, móveis e latia. Latia? Sim isso mesmo, foi devolvido porque latia.
Nós não entendemos muito bem, pois sempre é explicado a todos adotantes que os filhotes são como bebês: roem chinelos, roupas, fios, e latem (tendo em vista que são cães), sentindo falta dos irmãozinhos do abrigo, expressando suas emoções e tentando comunicar-se.
Quando voltou para o Abrigo, certamente ficou com saudades da casa que o abrigou, ficou triste, mudou seu temperamento que era alegre e saltitante, ficou apático e perdeu a alegria. Ficava paradinho no pátio, em meio a toda aquela barulhada e brincadeiras dos outros cães.
Ontem foi um dia de muita alegria e alegria inesperada, pois em dias de chuva quase não recebemos visitas.                                         
Na foto principal Fernando, Lara e Piratinha
No período da tarde chegou ao Augusto um casal discreto, observador e até um pouco tímido. Conheceram todos os nossos cães e ficaram um bom tempo conosco. Ouviram interessados as histórias dos cães e discretamente interessaram-se por alguns.
Ela (Lara) ouviu a história do Piratinha, logo em seguida passou muito tempo com ele nos braços passeando pelo Augusto dando carinho e afeto. Ele (Fernando) falava pouco, sempre observando, interessou-se por uma Anjinha que acabou de chegar ao abrigo, de grande porte, linda. Após o café, quando iam despedir-se Fernando disse que não conseguiria levar Lara para casa sem o Piratinha.
Ficamos muito felizes,  preparamos Piratinha para ir para o seu novo lar, junto com seus novos papai e mamãe. Cris deu banho, eu fiz fotos e filminhos, Eliane trouxe o sueter pois ele sentiu frio após o banho.
Emocionados, esperamos profundamente que Fernando, Lara os 5 cães que eles já tem em casa, mais o Piratinha, sejam muito felizes, pois ele é muito amado por nós.
Em breve teremos fotos do Piratinha em seu novo lar.

29 junho, 2010

Billi


Billi quando chegou, estava amedrontado e machucado. Após os tratamentos que recebeu, recuperou-se da depressão e foi adotado.


Tas

Tas, após o tratamento 06/01/2010
Tas foi encontrado no Núcleo Bandeirante, brutalmente espancado com uma barra de ferro. Após tratamento e internação na clínica veterinária Empório dos Bichos.
Hoje, Tas encontra-se em perfeito estado de saúde,  com esse fucinho lindo, e encontrou um lar para ser feliz .

28 junho, 2010

Vida

vida quando chegou Vida quando chegou estava enfestada de carrapatos, desnutrida e deprimida.

Vida, é uma fêmea da raça Sheep Dog. É cega e muito amável. Mesmo com essa deficiência visual, é capaz de saber exatamente onde está pisando, comunicativa, amável com outros cães sem nenhum problema para sociabilizar com outros animais, sabe bem e se aninhar e fazer companhia.
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GUSTÃO - O nosso amigão

/
Gustão está aqui para lhe ajudar a entender as necessidades de um cão. Ele pode sentar, deitar e rolar. Você pode manter Gustão entretido jogando bola ou dando-lhe um osso. Para fazê-lo sentar–se, dê um duplo clique com o mouse no chão perto dele. Um duplo clique novamente para fazê-lo deitar-se. Então segure o botão do mouse para baixo e ele vai rolar.
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